Maria Fernandez BLW Tartaruguita

3 Benefícios BLW

São inúmeros e variados os benefícios que o BLW apresenta, tanto no que toca à promoção de um desenvolvimento saudável do bebé, como no que concerne às relações interfamiliares. Se tivesse de destacar três das muitas vantagens que as famílias e a evidência científica destacam como prioritárias, muito provavelmente escolheria:

  1. A aprendizagem e receptividade aos alimentos;
  2. A experiência multi-sensorial que esta abordagem proporciona;
  3. E, finalmente, mas certamente não menos importante, o facto de o BLW contribuir para uma celebração familiar, em que todos são chamados a intervir.

Concretizarei em que consiste cada um destes factores.

  1. No que diz respeito à aprendizagem e recetividade dos alimentos, é factual que esta abordagem apresenta excelentes resultados na aprendizagem e recetividade dos alimentos por parte dos bebés, tornando a sua introdução num proceso natural e bem-sucedido, com um assinalável desenvolvimento da mastigação e da coordenação motora. Os estudos* evidenciam uma maior apetência por vegetais, designadamente o gosto por uma maior variedade de frutas e legumes por volta dos dois anos.
  2. Quando me refiro à experiência multi-sensorial, a verdade é que o BLW incentiva a ingestão de alimentos como uma experiência multissensorial, em que o bebé desfruta das cores, cheiros, sabores e texturas dos alimentos, de forma individual. 

Trata-se de ir experimentando à distância, no que respeita ao olfato, porque, uma vez que os bebés  vão sentindo o aroma dos alimentos enquanto os confecionamos, isto está a prepará-los para o sabor do alimento. Por outro lado, a cor e o aspeto visual como que ensaiam o que vai a acontecer na boca, uma vez ingerido o alimento.

No que concerne ao sabor, as preferências evoluem com o tempo, e podem oscilar entre doce, salgado, ácido e amargo.

Mesmo as texturas e sensação na boca também beneficiam de aprendizagem, pelo que preconizo que exista estímulo, com o objetivo de que o bebe se habitue. Também o som não deve ser escamoteado: tanto o interno (quando bebé mastiga o alimento) e externo (quando, por exemplo, o alimento cai ao chão ou o barulho que faz quando o bebé o aperta).

3. Por último, e talvez o mais importante, a ideia de a presente abordagem alimentar constituir um momento de celebração familiar, na medida em que se permite e promove a participação e partilha deste momento e dos alimentos que o compõem com os nossos bebés, que aprendem a alimentar-se através do exemplo. Por outro lado, a própria família melhora os seus hábitos alimentares (preocupados com os nutrientes ingeridos pelo bebé, acabam por fazer refeições mais saudáveis) e poupa-se tempo, ao preparar-se a mesma comida para todos. Acresce ainda que, porque todos têm de adotar um ritmo calmo de ingestão de alimentos, que acompanhe o do bebé, acaba por agir-se no sentido da prevenção da sobrealimentação. Finalmente, não é de somenos importância recordar que as sensações motivam as crianças a aproximar-se ou afastar-se da refeição, isto é: quando encontram prazer nas sensações, querem voltar, o que ajuda a edificar uma relação saudável com a comida — que será, em última análise, sempre o grande objetivo de cada mãe, pai ou cuidador.

*(Appetite. Volume 137, 1 June 2019, Pages 198-206 Differences in parental feeding styles and practices and toddler eating behaviour across complementary feeding methods: Managing expectations through consideration of effect size. ) (Author links open overlay panelS.KomninouaJ.C.G.HalfordbJ.A.Harroldb)

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